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O que Aprendemos Construindo a Casa Bloco, Obra Premiada em Criciúma

EM RESUMO

As lições que a EZA Engenharia tirou da Casa Bloco, obra premiada em Criciúma: concreto aparente sem retoque, respeito ao projeto e materiais reaproveitados.

Casa Bloco, residência de concreto aparente construída pela EZA Engenharia no Condomínio Jardins, em Criciúma

A Casa Bloco é a obra mais reconhecida que a gente já executou. Uma residência de 247 m² no Condomínio Jardins, em Criciúma, com projeto da ES Arquitetura, premiada e publicada mundo afora. O que pouca gente pergunta é o que uma obra dessas ensina para quem constrói. Aqui contamos as lições que trouxemos do canteiro da Casa Bloco e que aplicamos até hoje em cada casa de alto padrão que entregamos na região.

Concreto aparente não dá segunda chance

No acabamento comum, a parede recebe reboco, massa e pintura. Errou, corrige. No concreto aparente é diferente: a superfície que sai da forma é o acabamento final da casa. Cada emenda de tábua, cada furo de ancoragem, cada junta de concretagem vai ficar visível para sempre. Não existe retoque que não apareça.

Isso muda a lógica da obra inteira. A forma deixa de ser item descartável e vira parte do projeto: planejamos a posição de cada painel e de cada furo antes de armar qualquer coisa, porque aquele desenho seria a cara da casa. E a concretagem virou evento com hora marcada, com engenheiro acompanhando lançamento, adensamento e cura. Hábito que mantemos nas nossas obras até hoje.

A lição é simples de falar e difícil de praticar: em concreto aparente, o capricho precisa acontecer antes do concreto chegar.

Respeitar o projeto do arquiteto é trabalho de engenharia

O projeto do arquiteto Diego Justo do Espírito Santo, da ES Arquitetura, tinha um conceito ousado: blocos de telhado que parecem flutuar sobre a casa. Com interiores assinados por Amanda Maria Miraglia, era um desenho que não aceitava simplificação. E em obra sempre aparece a tentação de simplificar, porque o caminho mais fácil quase nunca é o caminho do projeto.

Nosso papel como construtora foi viabilizar o conceito, não domesticar o conceito. Quando um detalhe parecia difícil de executar, a conversa era sobre como fazer, e não sobre como mudar. Isso exigiu alinhamento constante com o escritório, estudo de cada encontro de material e disposição para refazer o raciocínio quantas vezes fosse preciso.

Vejo muita obra boa perder a alma nessa etapa, quando a execução vai arredondando o projeto até sobrar uma casa comum. Na Casa Bloco, o resultado premiado nasceu justamente dos detalhes que deram mais trabalho.

Material reaproveitado exige mais cuidado, não menos

A Casa Bloco combinou concreto aparente, telha metálica e madeira de demolição reaproveitada. Tem gente que acha que material reaproveitado é sinônimo de obra mais simples. É o contrário. Madeira de demolição chega sem padrão: cada peça tem uma história, uma medida, um estado de conservação. Selecionar, limpar, tratar e dar destino certo para cada uma leva tempo e pede mão de obra que entende do assunto.

Em compensação, o resultado tem textura e memória que material novo não entrega. E faz sentido num raciocínio de arquitetura sustentável: aproveitar o que já existe, gastar menos recurso novo, gerar menos descarte. Não por acaso, o projeto da casa ficou em 3º lugar na categoria residencial do 7º Prêmio Saint-Gobain de Arquitetura, que premia o habitat sustentável.

A lição aqui é de planejamento. Material reaproveitado não pode ser decisão de última hora, porque a triagem e o preparo precisam entrar no cronograma como qualquer outra etapa da obra.

O que o reconhecimento internacional ensina para uma construtora

Depois de pronta, em 2019, a casa começou a colher reconhecimento: 1º lugar na categoria residencial do UDAD, o Urban Design & Architecture Designer Award, indicação ao Building of the Year 2020 do ArchDaily e seleção para uma exposição paralela à 17ª Bienal de Arquitetura de Veneza. Essa história está completa no texto sobre a Casa Bloco na Bienal de Veneza.

Aqui cabe uma honestidade que fazemos questão de manter: os prêmios são do projeto, da ES Arquitetura. A EZA é a construtora que executou a obra premiada. E é isso que nos orgulha, porque nenhum júri premia um desenho que virou uma casa malfeita. A execução carrega o projeto até o resultado final.

Para nós, o reconhecimento serviu de régua. Se a equipe conseguiu entregar aquele nível de exigência, esse passa a ser o padrão esperado, e não a exceção.

O que a Casa Bloco deixou para as próximas obras

Uma obra dessas não termina na entrega das chaves. Ela muda o jeito de trabalhar de quem participou. Hoje a gente usa compatibilização de projetos e visualização em VR com o cliente, para que cada decisão seja tomada antes da obra, e não durante. E o respeito pelo trabalho dos escritórios de arquitetura virou marca da casa, com parcerias que se repetem obra após obra.

A Casa Bloco nos ensinou que obra premiada não nasce de sorte, nasce de planejamento, respeito ao projeto e execução sem atalho. São as lições que aplicamos em cada residência que sai do nosso canteiro há mais de 35 anos. Se você tem um projeto ousado na gaveta, dá uma olhada nas nossas obras e chama a gente no WhatsApp (48) 99191-2018, pelo e-mail [email protected] ou em eza.com.br. Vamos conversar sobre a casa que você quer construir.

Perguntas frequentes

Quem fez o projeto da Casa Bloco?

O projeto arquitetônico é da ES Arquitetura, do arquiteto Diego Justo do Espírito Santo, com interiores de Amanda Maria Miraglia. A EZA Engenharia foi a construtora responsável pela execução da obra, uma residência de 247 m² no Condomínio Jardins, em Criciúma.

Quais prêmios a Casa Bloco recebeu?

O projeto conquistou o 1º lugar na categoria residencial do UDAD em 2019 e o 3º lugar no 7º Prêmio Saint-Gobain de Arquitetura, voltado ao habitat sustentável. A casa também foi indicada ao Building of the Year 2020 do ArchDaily e selecionada para uma exposição paralela à 17ª Bienal de Arquitetura de Veneza, em 2021.

A EZA constrói casas com concreto aparente em Criciúma?

Sim. A EZA executa casas de alto padrão personalizadas em Criciúma, Içara, Forquilhinha, Nova Veneza, Cocal do Sul, Balneário Rincão e região, incluindo projetos com concreto aparente e materiais reaproveitados. Cada projeto é avaliado individualmente, junto com o escritório de arquitetura do cliente.

Quer construir a sua casa de alto padrão em Criciúma?

A EZA Engenharia cuida do seu projeto do início à entrega, desde 1991.

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